Câmara Do Rio Aprova Textos Que Beneficiam Carreiras Da

09 Mar 2019 04:07
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<h1>C&acirc;mara Do Rio Aprova Textos Que Beneficiam Carreiras Da Educa&ccedil;&atilde;o O Dia</h1>

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<p>Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL, foi assassinada pela noite desta quarta-feira (14), aos trinta e oito anos. Frente &agrave; interven&ccedil;&atilde;o federal pela seguran&ccedil;a p&uacute;blica, no Rio, ela ficou ainda mais em evid&ecirc;ncia e foi nomeada relatora da comiss&atilde;o de representa&ccedil;&atilde;o que acompanhar&aacute; tal a&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, antes que iniciasse este trabalho, foi falecida a tiros.</p>

<p>Marielle deixa companheira, Monica Benicio, e filha, Luyara Santos. “N&atilde;o temos mais correto nem ao menos de lutar pelo correto &agrave; vida. Por causa de &eacute; isso o que ocorre: realiza&ccedil;&atilde;o, queima de arquivo”, diz Marcia Jacinto, que era amiga pessoal de Marielle. As rotas de ambas se cruzaram em meio &agrave; &aacute;rdua briga que Marcia travou contra a Justi&ccedil;a, para que os homens que mataram seu filho fossem julgados. A caminho do vel&oacute;rio da amiga, Marcia nos ilustrou que ainda n&atilde;o havia conseguido absorver mais essa perda, mais essa efetiva&ccedil;&atilde;o de um dos seus. “Minha amizade, meu admira&ccedil;&atilde;o e meu respeito na Marielle ser&atilde;o eternos. ] e enxergar ela”.</p>

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<li>Faculdade Maim&oacute;nides</li>
<li>Institui&ccedil;&atilde;o Federal de Vi&ccedil;osa (UFV)</li>
<li>07/07/2018 16h38 Atualizado h&aacute; 7 horas</li>
<li>nove Instituto de Filosofia e Ci&ecirc;ncias Humanas (IFCH)</li>
<li>Carreira acad&ecirc;mica zoom_out_map</li>
</ul>

<p>Do mesmo modo que Marcia, a pol&iacute;cia bem como acredita que Marielle tenha sido executada, que ela estava marcada pra morrer e n&atilde;o foi v&iacute;tima de um crime comum, desses gerados na viol&ecirc;ncia crescente no nosso povo. A vereadora foi atingida com cinco tiros na cabe&ccedil;a, todos mirados em sua dire&ccedil;&atilde;o. Na linha dos disparos, o motorista Anderson Pedro Gomes tamb&eacute;m acabou sendo falecido, por&eacute;m n&atilde;o era o centro.</p>

<p>Por todo Brasil - e tamb&eacute;m no exterior - o assassinato de Marielle est&aacute; gerando como&ccedil;&atilde;o. Mesmo desse jeito, na trincheira das m&iacute;dias sociais, a realidade &eacute; outra. Em todo lado ecoam coment&aacute;rios de &oacute;dio, citando que a vereadora “ironicamente foi morta pelos bandidos que ela mesma defendia”. “As pessoas que pensam deste jeito querem o retrocesso do Estudante Que Tirou 1 mil Duas Vezes Na Reda&ccedil;&atilde;o Fornece Sugest&otilde;es Pra Destinar-se Bem No Enem .</p>

<p>Retrocesso esse que agora est&aacute; acontecendo. A comunidade n&atilde;o est&aacute; mais doente, ela prontamente est&aacute; agonizando. Mulheres negras duvidosamente ocupam cargos de poder e, tamb&eacute;m, Marielle defendia todos aqueles que n&atilde;o tinham voz, sem susto de fazer den&uacute;ncias. Desta maneira foi calada”, diz Leci Brand&atilde;o, deputada estadual de S&atilde;o Paulo, pelo PCdoB, e primordial ativista negra.</p>

<p>“UPP: a redu&ccedil;&atilde;o da favela a tr&ecirc;s letras”, este foi o t&iacute;tulo da disserta&ccedil;&atilde;o de Sorbonne E PUC-SP Lan&ccedil;am Mestrado Com Dupla Titula&ccedil;&atilde;o . Por dizer sem rodeios que as Unidades de Pol&iacute;cia Pacificadoras seriam ferramentas de um massacre nas favelas e por continuamente denunciar policiais truculentos, Marielle era tachada como defensora do crime. Contudo o que a vereadora defendia era o final do genoc&iacute;dio da popula&ccedil;&atilde;o negra. E &eacute; realmente Ensino &agrave; Dist&acirc;ncia o Brasil est&aacute; diante de um genoc&iacute;dio?</p>

<p>Luciane Rocha, doutora em Antropologia Social e Estudos da Di&aacute;spora Africana pela Institui&ccedil;&atilde;o do Texas e pesquisadora de p&oacute;s-doutorado pela Escola de Manchester, explica que sim. “Dizer que a popula&ccedil;&atilde;o negra vive um genoc&iacute;dio tem a visualizar com a hist&oacute;ria da forma&ccedil;&atilde;o do Brasil e tem a acompanhar com uma an&aacute;lise da realidade atual.</p>

<p>A hist&oacute;ria da forma&ccedil;&atilde;o do Brasil &eacute; anti-negra, Desordem Gera Estresse E Perda De Tempo, Mas Poder&aacute; Ser Revertida -negritude. A Pol&iacute;cia Militar do Rio de Janeiro foi desenvolvida pra conter a massa da popula&ccedil;&atilde;o de escravos e ex-escravos para socorrer a Corte. O que n&oacute;s vemos durante os anos &eacute; um refinamento, uma atualiza&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas que eram implementadas aos escravos e ex-escravos e que &eacute; utilizada at&eacute; os dias hoje”.</p>

<p>Luciane concentrada pro acontecimento de que o conceito de genoc&iacute;dio &eacute; pol&iacute;tico e anal&iacute;tico. “Mas inmensur&aacute;veis pesquisadores sinalizam que, se n&oacute;s formos assistir os detalhes e as decorr&ecirc;ncias do que est&aacute; sendo implementado pelo Estado Brasileiro oferece pra visualizar nitidamente que o alvo &eacute; a popula&ccedil;&atilde;o negra”. Segundo Luciane, isso pode ser percebido n&atilde;o s&oacute; em a&ccedil;&otilde;es que resultam em homic&iacute;dio, contudo assim como pela observa&ccedil;&atilde;o de d&uacute;vidas como a da ferocidade obst&eacute;trica, por exemplo. Ao tratar das UPPs e denunciar a pol&iacute;cia, Marielle estava batalhando contra este genoc&iacute;dio, n&atilde;o defendendo a impunidade de quem comete crimes.</p>

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